Snowmaggedon ‘10

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Vista da nossa rua durante a nevasca. O que é calçada e o que é rua?

É o segundo final de semana consecutivo com nevasca aqui na região do Mid-Atlantic. Meio metro de neve na semana passada + meio metro de neve essa semana = caos. Quinze minutos hoje de manhã para tirar os carros da garagem. Neste exato momento, entalou outro carro na neve bem em frente da nossa casa. Deixa eu ir lá ver se eles precisam de uma mão pra empurrar o carro.

(Ok, eu ofereci.)

Pois é, a faculdade está fechada. Nada de dirigir 3 horas até DC hoje. Nem visei mesmo. A neve derrete no sol durante o dia, daí vem a noite e toda a neve derretida vira gelo na estrada. Dirigir de volta no meio da noite? No, thanks.

Enfim, sobrevivemos.

IR Theory of Dummies?

Nega não tem nada melhor pra fazer, né. Tipo, ir terminar minhas leituras pra segunda-feira, fazer meus resumos e bolar umas perguntas fantásticas pra discussão de segunda-feira que eu tenho que mediar.

E é nesse espírito de eu-tenho-que-resumir-Wendt-e-Onuf-e-terminar-de-ler-Mearsheimer-mas-não-quero que eu resolvi finalmente organizar os meus miguelões aqui no blog. Por enquanto, só tem Tickner, mas estará tudo ali em IR for dummies. IR = International Relations, a propósito.

Senti que era a forma mais fácil de organizar as paradas por enquanto. Então, se você também é estudante de relações internacionais e, assim como meus coleguinhas de mestrado, não quer saber de ler Feminismo, vai lá e se faz no miguelão. Se você não é estudante de RI, pode ir também – é ótimo também para stalkers que querem saber o que eu faço do meu tempo além de ser uma dona de casa preguiçosa.

Se joga: International Relations for Dummies.

Posso falar?

Custava nada pentear a juba, né.

  1. Semana que vem eu tenho que mediar a discussão na minha aula de Peace Paradigms. Bastião do discurso dissidente que sou, lá fui eu escolher o dia de críticas ao realismo. Ou seja, estou curtindo Onuf, Wendt, Tickner, etc. essa semana. Melhor que semana passada, néam, lendo (neo-)realismo.
  2. A melhor parte de estudar nos Estados Unidos? Os livros! Não tem essa história de tirar xerox por essas bandas – quando é artigo, pega de graça na internet; quando é livro texto (tipo esse daí), o lance é comprar. A minha biblioteca cresce horrores todo semestre, e eu nem reclamo (muito) da fortuna gasta em livros.
  3. Nina não quer saber de teoria das relações internacionais. Eu toda trabalhada na leitura, e a minha fiel escudeira só quer saber de ir correr no quintal.

ScribeFire

Depois de muito tempo usando o Chrome, resolvi dar outra chance pro meu querido FF. Tava querendo dar uma olhada nas extensões, ver se tinha coisa pra me ajudar – tipo, add-on pra checar o meu yahoomail, ou pra postar aqui.

Encontro, então, o ScribeFire, uma extensão pra blogging. Eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas não. Estou aqui testando add-ons pro FF.

Nerd demais.

E, ainda na temática nerd, eu vou lá fazer um resumo de um texto pra minha aula de Paradigmas da Paz (ui, soa são feio em português!), apesar de ter até o final do semestre pra entregar.

Muah!

Friday Nite

Então, minha noite de sexta está sendo uma loucura. Já li 3 artigos e 1 capítulo do vovô Morgenthau.

Foda não é ter que ler 300 páginas pra segunda feira – aliás, almost done, beijo! – mas ter que ler 200 páginas de Realismo. Puta que pariu! (Desculpa, pai! Desculpa, mãe! Desculpa, Brasil!)

O problema não é nem o vovô Morgenthau, não. Qualquer pseudo-estudante de relações internacionais brasileiro conhece o mecanismo do equilíbrio de poder de trás pra frente, embora eu não possa dizer o mesmo dos meus coleguinhas americanos.

Não, o problema é gente que nem o Edward N. Luttwak, que escreveu o artigo “Giver War a Chance” (publicado na Foreign Affairs de Julho/Agosto 1999).

Basicamente, pode ir sentando pr’outro miguelão, o cara diz que guerras cumprem uma função muito útil de promover a paz duradoura por causar a exaustão de uma ou ambas as partes. ONU, outras organizações multilaterais e NGOs, ao intervirem em conflitos, estariam piorando a situação. O lance é deixar que nego se mate, mesmo. Ele diz, na cara de pau, que estadistas devem controlar o impulso emocional de se entrometer na guerra dos outros.

Então tá.

Arrumo as minhas coisas e arranjo outra área de trabalho, então.

2 months

É o tempo que eu fiquei sem aparecer aqui pelo blog. Muita coisa aconteceu desde então, então senta aí pro miguelão.

Nós começamos dezembro com a chave da nossa casa nova, a mesma deste post aqui.

No dia seguinte à entrega das chaves, lá estava eu pintando todos os cômodos em um dia só. A propósito, o trabalho demorou 10 horas.

Helena, 24 anos, dona de casa prendada?

Descobri como usar uma furadeira – com instruções via telefone – para poder colocar umas estantes na lavanderia. Quase perdi dois dedos, é verdade, mas aprendi que eu, também, posso fazer trabalhos manuais, ma non troppo.

A cozinha, o ponto baixo da casa até então, hoje é o meu orgulho. Depois de dois dias de trabalho muito árduo, mal conseguimos lembrar de como a cozinha era antes. Quem se importa? O importante é ter ármarios mil, uma lava-louças, um microondas com exaustor sobre o fogão, e uma dispensa. E olha que o projeto nem terminado está: ainda falta pintar a cozinha (de amarelo!), trocar o piso e colocar um backsplash.

A cada nova coisinha que a gente faz, a casa fica com mais cara de nossa.

***

Before I knew it, it was twenty-ten.

Radio silence?

Pois e, esta complicado de aparecer por essas bandas.

Primeiramente, eu estou sem internet em casa. Absurdo, eu sei. Desintoxicacao, digamos. Hoje de manha eu super reparei que nao tinha lido meus emails desde quarta-feira. Enfim, como nos nos mudamos em breve *bate na madeira*, ja comecamos a cancelar alguns servicos – internet/TV a cabo, por exemplo.

Alem disso, eu super gringuei e comecar a trabalhar em um segundo emprego. Sabe como e, preciso pagar o financiamento da casa nova e a racao da Nina. :)

Depois de altos rolos com a casa nova, a gente finalmente conseguiu toda a documentacao, fazer todas as inspecoes, e agora eh soh esperar a burocracia da parte do banco. A entrega das chaves esta agendada para o dia 30 de novembro.

Mal posso esperar pra me mudar pra minha casinha e passar o Natal ja na casa nova. To tao animada que ja sai ate pra comprar os enfeites de Natal pra arvore nova – valeu, pai; valeu, mae; valeu, Brasil!

Enquanto isso, eu continuo procurando um emprego decente na minha area. E o mestrado, que eu to torcendo pra comecar em janeiro.

Enfim,

Encontramos uma casinha para morar.

A casa fica em uma vizinhanca historica da cidade (sim, Matteo resolveu que nao ia morrer se morasse na cidade!), somente uns blocos do museu onde eu e Matteo nos casamos. A rua eh cheia de casa historicas e termina em um lago onde se pode pescar ou andar de caiaque.

Nos temos um contrato na casa e, oxala, fechamos negocio ate o dia 23 de novembro. O processo de compra eh absurdamente complicado – o que explica o meu sumico.

Se der treta no negocio, eu vou chorar. Estamos tao animados com a casa! Ja estou ate escolhendo cor de tinta, oras.

Cruzem os dedos.

Wishlist

Entao, Matteo e eu fomos pre-aprovados pro financiamento imobiliario. O lance agora eh encontrar uma casinha que a gente goste e que caiba no orcamento.

Sentamos, portanto, e definimos as nossas prioridades.

  • 2 – 3 quartos. Menor, ficamos sem espaco pra guardas as nossas coisas. Maior, fica caro pra esfriar/aquecer a casa toda no verao/inverno.
  • Quintal, de preferencia ja cercado. Sabe como eh, minha filha eh canina e precisa de um lugar pra correr.
  • Garagem/oficina. Porque o Matteo tem muita tralha, minha gente, e assim ele fica com a “caverna” dele e eu nao me meto. Ainda serve de espaco pra ensaio, olha que maravilha.
  • Lareira e/ou forno a lenha. Nem eh charme, nao. Eh que a economia em aquecimento durante o inverno eh boa!
  • Meio do nada. Olha a minha cara de quem quer pagar impostos para a cidade, ne. E ainda qualificamos pra incentivos do governo, espero.

Enfim, talvez a tao sonhada casa propria saia ainda esse ano. Infelizmente, a mudanca pra DC foi adiada por tempo indeterminado. Mas nem tudo esta perdido.

Os mercado imobiliario do lado de ca da ponte ta de graca comparado ao de DC. E estaremos perto da familia do Matteo – e eles vao precisar da gente durante o periodo de reabilitacao. E o sonhado mestrado ainda vai rolar, pois sao soh 2,5h de estrada ate DC. Rola de trabalhar part-time e estudar part-time.

*bate na madeira*

Hiatus

Entao, desapareci.

Tentando orgnizar a vida, ne.

No mais, quando nao se tem nada de bom pra dizer, as vezes eh melhor ficar quieto mesmo.

Enfim, talvez eu me mude (de novo) ainda esse ano. Oxala, para a casa propria.

Veremos.

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Uma brasileira expatriada, vítima da burocracia, refém da nostalgia. Sarcástica, bastião do discurso dissidente, filósofa de boteco. Sonha com as altas torres de marfim

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