Quase um ano se passou desde que cheguei à terra estrangeira. É hora de atualizar a galera, e tentar manter esse negócio aqui atualizado também.

  1. Já estou me encaminhando para o final do meu segundo semestre por aqui, e semana que vem tenho um encontro com o meu advisor para discutir a minha formatura – que, pasmem, deve sair até o final do ano! Obviamente, como nada na minha vida é tão simples, tive que mudar a minha especialização de África para América Latina — só para descobrir que ainda dava para completar a especialização em África antes de me formar, mas agora já foi — e terei que pegar matérias durante o verão.
  2. Parei de fumar! O lance é que o estado de Maryland aumentou a sales tax para 6%, e os meus cigarrinhos passaram a custar 6 dólares o maço. Boa mulamba que sou, decidi que não dava para sustentar o meu vício, tive que parar de comprar cigarros, e parar de fumar por tabela. O lado positivo é que, graças ao laboratório de biologia, descobri que a minha capacidade pulmonar aumentou desde então, e é agora superior à média para a minha faixa etária.
  3. Ao final deste semestre, digo adeus para a minha amada colega de quarto, e me mudo para o cafofo. Dividir o banheiro com 2 rapazes, ao invés das 9 meninas, vai ser moleza. Ter uma cozinha pra fazer as gororobas, ao invés de ter que cozinhar na cafeteira, vai ser um escândalo. Fora que vou ter uma sala de estar com televisão flat screen de plasma 40 e poucas polegadas para jogar xBox, ao invés de não ter televisão alguma. E, ainda assim, estarei perto o suficiente para pedalar para a faculdade todos os dias (+/- 1 milha), e ainda vamos descolar um daqueles tranportadores de bicicleta para o carro, assim dá pra pegar carona quando as agendas permitirem. E tudo isso por 50% do que estou pagando atualmente para morar no campus. I win!
  4. Como todo mundo já sabe, porque eu me explano mesmo, estou provando do je ne sais quoi anglo-celta. Somos, digamos assim, um casal ímpar, uma coisa meio Eduardo e Mônica (minus the age difference). A gente se diverte demais com o lance de introduzir um à cultura e ao way of life do outro — e vamos chegando a um denominador comum.
  5. Ao contrário do que eu imaginava, não estraguei a minha vida ao abandonar muito do que me era familiar para tentar a sorte n’outros portos. Às vezes, a gente faz diversos planos maquiavélicos, faz um mapa de como as nossas vidas irão seguir, e leva uma porrada pra ficar esperto. E a vida só tem graça assim, oras.