April 2008


Faltam oficialmente menos de 8 meses para o grande dia!

Se tem uma coisa que mamãe me ensinou bem foi que noivado não pode ter duração indefinida, pois acaba que o casamento não sai nunca. Decidimos, então, não ficar enrolando com o casório, e casar ainda esse ano. É a maior curtição pensar que antes do final do ano eu serei uma senhora casada, com sobrenome do marido e tudo, mas eu fico tensa só de pensar no tanto de coisa que a gente tem que resolver até lá.

Pra quem começou a organizar o casamento há 1 mês, acho que a gente está até indo bem. Já temos uma data (!), a celebrante para a cerimônia, e já começamos a visitar as potenciais locações para a cerimônia e a recepção — se tudo der certo, nada de Igreja pra gente!

To list:

  • Decidir logo onde vai ser a recepção, e se a cerimônia vai ser lá também;
  • Chegar a uma conclusão sobre o maldito cardápio;
  • Escolher um vestido que não me faça parecer um mamute;
  • Definir a lista de convidados, e quem nunca mais vai falar com a gente;
  • Decidir o que diabos fazer com a decoração;
  • Ver com os meninos quem vai tocar o quê, e quando;
  • Escolher um fotógrafo que não me faça sair com a cara torta em todas as fotos;
  • Escolher um bolo que não seja cafonérrimo;
  • Apurrinhar a maid of honor pra ela começar a fazer os convites.

Ou seja, falta a porra toda, mas tá beleza. A gente casa nem que seja no cartório, e pronto.

Importei os posts do blog antigo, o kozmopolita original, pra cá. Não que seja grandes coisas, né, eram uns 5 posts, mas tá beleza.

A primavera chegou, e a temperatura aqui no meio do nada só aumenta. O problema #1 ainda é a compreensão da temperatura em Fahrenheit, mas já estou me acostumando. O problema #2 é que a minha brancura é mais zoada aqui do que no Brasil. Como assim, Bial?

Eu tenho certeza que eu não era a única a pensar que os Estados Unidos era uma terra de gente alva. Os casamentos interraciais são a exceção por aqui, e a brancura se perpetua pelas gerações. E o kiko? O lance é outro. Nessa terra de gente “alva”, o que eu não imaginava era como eles são fanáticos por bronzeamento artificial.

Sério, minhas amigas vão pro tanning salon dia sim, dia não. E elas sabem que aquelas cabines são a receita para um câncer de pele, e não estão nem aí. “Deus que me livre de ficar pálida porque não rola de ir à praia.” O lugar de gente alva que eu imaginava é, na verdade, um país de gente laranja. Homem, mulher, tanto faz. Aquele laranja Vera Fischer, sabe?

As amigas vivem tentando me convencer a ir pegar um bronze com elas, já me ofereceram um bronze de graça pra experimentar. E eu? MÁNEMORTA!

Ok, ainda solto um “namorado” aqui e acolá, e sou prontamente corrigida por quem quer que seja. E quando a gente manda um fiance(e), quem escuta faz cara de bobo e solta um “Oun..”. É uma graça!

O que já ficou claro é que as duas culturas percebem o noivado de formas bem diferentes.

Primeiro, foi uma luta explicar que no Brasil nós não temos a tradição de comprar 2 anéis, um para o noivado e outro para o casamento. Por aqui, é costume comprar uma aliança de noivado com um (ou vários) diamantes — e o diamante é coisa séria, quase uma medida do amor — e outro anel, esse sim mais parecido com uma aliança como nós conhecemos na terrinha, para o casamento. Para começar que a aliaça de noivado deles não se parece com uma aliança de noivado como eu entendo a coisa. Além disso, o que muitas mulheres acabam fazendo é optando por usar as duas alianças no mesmo dedo (anelar esquerdo) depois do casamento — o que, não importa quantos quilates de diamante sejam, me parece uma cafonice sem precedentes.

O noivo, muy compreensivo, resolve que dá pra fazer um lance meio à gringa, meio à brasileira. Já com a aliança no meu dedo, vem a segunda parte da saga. “Let me see that ring!” é, depois das congratulações, a frase que eu mais ouço desde o noivado. E o meu anel é incompreendido porque não é um exemplo do tradicional anel de noivado americano… Então eu vivo explicando que, já que a noiva é brasileña, o anel de noivado segue o que a tradição por lá manda. Já vieram até me dizer que o anel está na mão errada!

O noivado já dá uma bela idéia de como vai ser o casamento. Matt e eu estamos animadíssimos com a idéia de um casamento multicultural, que incorpore as tradições daqui e daí. Ainda estamos na fase do brainstorming, mas já tivemos umas idéias geniais… O problema é que eu desconheço a maioria das tradições de casamento brasileiras. Preciso dar uma pesquisada, né? :P

Minha vida acadêmica acabou de dar a volta por cima!

Quando cheguei à minha nova faculdade, fui logo avisada que a tão sonhada especialização em África iria por água abaixo. “Yea, the courses on Africa aren’t regularly offered, and it might be that you won’t have that option if you’re planning on graduating by [insert here]“. Me foi, portanto, sugerida uma especialização em América Latinha, já que os cursos são oferecidos regularmente e, afinal, eu sou Latino Americana, né?

Então tá, todo mundo já tá reparando que está me levando uma eternidade para me formar, Latin America it is.

A boa notícia da vez é que, sim!, uma matéria de África será oferecida no semestre que vem, então eu sairei com as duas especializações! Além disso, descolei um bico como assistente de pesquisa de um dos meus professores, então só vai dar Uganda até meados de junho.

É muita boa notícias ao mesmo tempo, né?

Acabei de me registrar para os meus próximos semestres. Decidida a me formar até o final do ano, o lance é pegar umas matérias durante o verão, e o resto no próximo outono.

Verão:

  • PHEC116: Personalized Health/Fitness
  • GEOL106: Intro to Physical Geology
  • ENGL365: Literature of the Third World

Outono:

  • COSC116: Intro to Computer Systems
  • BIOL105: Biology and Society
  • POSC101: Intro to Politics & Government
  • POSC409: Causes of War
  • SPAN336: Survey of Latin American Literature
  • HIST340: History of Africa to 1870

Talvez pegue também uma matéria de pesquisa individual para arrematar o diploma com um gran finale fazer bonito na hora de me increver pro mestrado, mas estou com muita preguiça excedi o máximo de créditos, então teria que cancelar uma das matérias — provavelmente SPAN336… Tudo bem, tenho até o início de Agosto para pensar no assunto…

No inverno, portanto, estarei formada! :D

O que eu preciso saber é se existe fórmula para se perder umas 30lbs em 3 meses.

Ok, eu estou ali no limiar do moderate overweight, quase severamente acima do peso. O primeiro passo é admitir o problema, né? Então tá, lá vamos nós tentar perder horrores de peso pra não parecer uma beluga no dia em questão. Agora, me diz, como? Eu não sou lá pessoa de me contentar com saladinha, muito menos o tipo que acorda 1 hora mais cedo pra ir correr no frio.

Sério, dieta é um saco. Quase tão chato quanto parar de fumar.

O lado positivo é que eu tenho a minha galera pra me dar apoio. A colega de quarto me empurra pra fitness ball e vive convidando (e desmarcando) para ir correr na academia. Ela também estocou a geladeira com comidinhas leves, e tá de dieta também. Matt, por outro lado, ajuda como pode — porque o rapaz não tem peso pra perder. Cortou a cerveja nos dias de semana junto comigo, que é pra não me deixar muito deprimida, me atura quando estou de mal humor atrás de um chocolate, e me mantém na linha na hora das compras. E, claro, faz o papel do perfeito gentleman, e jura de pé junto que eu estou liiiiiinda parecendo um baiacú.

Já compramos uma bola de futebol, estamos providenciando um porta-bicicleta para o carro, e (reza a lenda) vamos começar a correr… Isso tudo quando der uma esquentada, né, porque eu não tenho vocação para boneco de neve.

:)

She asked if they could get married in that beautiful inn by the river in his hometown. He answered with a smile, and with another question. “Would you marry me right now?”, he asked, and I remember it well. She said, “It’s Saturday, you silly!”, and she could not imagine what was about to happen. He takes this ring out of his pocket, a ring that was just perfect for her, and puts it in her hands. I could swear it felt like time stood still, and that she didn’t breath for 15 minutes. “What’s that?”; “What do you think it is?”. He smiled again, that same smile that she is so used to, and that always makes her world, no matter where, feel like home. No, it wasn’t a joke, he said. She laughed, the most joyful laughter the world has ever heard. Yes, she forgot to answer his question. So he asked her, “Are you going to answer my question, or just leave me hanging?”. She didn’t have to. He’s always known what would be her answer when it came to that, but she did anyway.

Última tentativa de escrever um blog. “Por quê?”, você deve estar pensando, e eu lhe digo: motivo puramente egoísta. Entrei oficialmente no que imagino que será a grande fase de transição da minha vida, e eu quero poder olhar para trás e relembrar esses momentos. É claro, tenho muitos amigos que não poderão estar comigo no dia-a-dia dessa bagunça, e eles estão mais que convidados para acompanhar a minha saga pelo blog.

Já se passaram quase 9 meses desde o dia em que embarquei naquele avião que me levaria para o desconhecido. Abandonei uma vida em potencial, uma faculdade no último ano, e abri mão do contato diário com os meus melhores amigos… Tudo para me deparar com um rascunho do que a vida poderia ser quando desembarquei do outro lado do continente.

Hoje, posso dizer que a turbulência já passou, e uma vida melhor do que eu jamais poderia ter sonhado me espera. Ou melhor, nos espera. :)