Ok, ainda solto um “namorado” aqui e acolá, e sou prontamente corrigida por quem quer que seja. E quando a gente manda um fiance(e), quem escuta faz cara de bobo e solta um “Oun..”. É uma graça!
O que já ficou claro é que as duas culturas percebem o noivado de formas bem diferentes.
Primeiro, foi uma luta explicar que no Brasil nós não temos a tradição de comprar 2 anéis, um para o noivado e outro para o casamento. Por aqui, é costume comprar uma aliança de noivado com um (ou vários) diamantes — e o diamante é coisa séria, quase uma medida do amor — e outro anel, esse sim mais parecido com uma aliança como nós conhecemos na terrinha, para o casamento. Para começar que a aliaça de noivado deles não se parece com uma aliança de noivado como eu entendo a coisa. Além disso, o que muitas mulheres acabam fazendo é optando por usar as duas alianças no mesmo dedo (anelar esquerdo) depois do casamento — o que, não importa quantos quilates de diamante sejam, me parece uma cafonice sem precedentes.
O noivo, muy compreensivo, resolve que dá pra fazer um lance meio à gringa, meio à brasileira. Já com a aliança no meu dedo, vem a segunda parte da saga. “Let me see that ring!” é, depois das congratulações, a frase que eu mais ouço desde o noivado. E o meu anel é incompreendido porque não é um exemplo do tradicional anel de noivado americano… Então eu vivo explicando que, já que a noiva é brasileña, o anel de noivado segue o que a tradição por lá manda. Já vieram até me dizer que o anel está na mão errada!
O noivado já dá uma bela idéia de como vai ser o casamento. Matt e eu estamos animadíssimos com a idéia de um casamento multicultural, que incorpore as tradições daqui e daí. Ainda estamos na fase do brainstorming, mas já tivemos umas idéias geniais… O problema é que eu desconheço a maioria das tradições de casamento brasileiras. Preciso dar uma pesquisada, né?
