May 2008


Trecho do email que acabei de mandar para o meu pai, comentado.

Ontem nós fomos ver um salão de festas aqui em Salisbury que, apesar de muito bonito, é totalmente anos 70 e — pasmem!– TODO VERDE. Feio demais, e enooooooooooooooorme, então a gente desanimou com o troço. Hoje fomos a um salão em um country/golf club em Snow Hill, a cidade natal do noivo, mas o lance era minúsculo, horroroso, e iam servir um monte de comida congelada. Ok, nós não queremos pompa e circunstância, mas assim tb não dá! :) Amanhã iremos a uma mansão histórica que estará arrumada pr’uma recepção, que é super baratinha, mas os locais parecem pouco animaodos e já avisaram pra gente que a) eles provavelmente não têm espaço suficiente pra fazer a cerimônia lá, então a gente ia ter que pagar pra fazer n’outro canto e b) eles não têm estacionamento, então seriam dezenas de pessoas estacionando na rua. Enfim, de fora o lugar parece uma gracinha, e não custa nada passar por lá já que fica há 5 minutos aqui do apartamento. Domingo vamos a um salão que nem pronto está, e segunda vamos a uns restaurantes em Cambridge.

Pois bem, o salão que vimos ontem era um verde tão verde, cheio de árvore por todos os cantos, uns chandeliers pendurados pelo salão, pista de dança, uma coisa, e era só $700 para alugar, o que incluia poder usar o lobby (com uma cascata lindíssima) pra cerimônia do casamento. Ok, soa uma maravilha, e por um lado é super reconfortante saber que sem-casar-a-gente-não-fica, mas o lugar tá longe de ser o nosso estilo — tá mais pra locação de festa de aposentadoria. A conclusão é que we could make it work, mas ia dar o maior trabalhão e custar uma grana pra tone down aquele paraíso verde, então a gente vai continuar procurando.

Hoje, encontramos um caso clássico de só-coloco-na-internet-uma-foto-do-melhor-ângulo-do-salão. O lugar é realmente lindíssimo, com uma vista maravilhosa, mas o lado positivo termina por aí. Tentaram nos convencer de que caberiam 120 pessoas con-for-ta-vel-mente! no lugar, e me deu vontade de sair correndo louca dizendo que eu sou papai noel. Além disso, era de pobreza e deselegância ímpares: o teto d’aquelas placas de gesso (papelão aqui na terra do tio sam, né?) mal colocadas, uma faixa anos 70 circundando o ambiente, umas cadeiras, mesas e toalhas de mesa que já viram melhores dias (provavelmente nos anos 70 tb!) e uma banqueteira (ui! é assim que chama?) que falou que fazia qualquer-coisa-que-a-gente-quisesse porque era só procurar as receitas na internet e pedir os congelados na distribuidora de comida (aliás, a mesma da comida da faculdade que faz todo mundo passar mal). Tudo por menos de $1000 pra toda a galera. Ok, então. Total estilo festa na laje, bem.

Amanhã, é dia de Poplar Hill Mansion, uma das nossas queridinhas — o que, possivelmente, só vai durar até amanhã, néam, porque essa é a nossa sorte. Conversando com a querida sogra-postiça (como é que se chama a mulher do sogro?), fomos elegantemente desencorajados, porque ela tem muita finesse. O lugar aparentemente, não tem nenhum espaço descente (sp?) para cerimônias, o que pode ser verdade ou uma tentativa de empurrar a gente pra igreja. Além disso, por ser uma mansão histórica e não um salão de festas, as pessoas teriam que ficar todas espalhadas pelos diversos cômodos da casa, o que pode criar um fluxo muito problemático. Além disso, ela du-vi-de-a-dá que caberia todo mundo lá — embora a gente tenha dito que espera uns 75 convidados, e a curadora da mansão tenha dito que cabem até 100. Ah, e finalmente, não tem estacionamento pra todo mundo, e fica meio que no gueeeeeeeto, então sabe como é — malandro vai ter que parar o carro na rua, no gueeeeeeeto de Salisbury.

Domingo é dia de visitar as novíssimas instalações de um dos buffets mais tradicionais da cidade, que, dizem por aí, tá ficando um luxo. Me animo porque parece que é a única das opções estilo salão que não aparenta ter saído de um filme dos anos 70, mas desanimo porque a) ainda está em construção, e como é que eu vou ter certeza que o troço fica pronto a tempo, hein?, b) de fora, parece uma caixa de concreto, suuuuuuuuper sem graça, mas pode ser que mude com o final da construçao e c) pode ser carérrimo, já que é um dos buffets mais tradicionais da cidade. Enfim, guerra é guerra, então iremos lá domingo.

Por fim, se tudo sair como planejado, terminamos essa rodada na segunda-feira. Iremos com certeza ao Bistro Poplar, um restaurante français finíssimo no coração do centro histórico de Cambridge, MD. Eles nos passaram uns preços que fizeram a gente ficar de queixo caído porque como-é-que-um-restaurante-tão-chiquerésimo-pode-ser-assim-tão-materialmente-desapegado-jesus? e quando a esmola é demais, heleninha desconfia. Tô achando que o preço que “with a buy out we include the food/beverage/room fees all together” tá mais pra só aluguel do espaço, e tô me descabelando aqui pra ver se o lance é sério meeeeeeeesmo.

Além disso, estamos tentando agendar um encontro com a moça do Clearview at Horn’s Point, auto-intitulado um restaurante moderneenho, parece ser um dos melhores custo-benefício. Pelas fotos, parece ser bem nosso estilo, assim como o anterior, mas, desde a experiência traumática de hoje, decidi que não confio mais em foto de website porque elas são tiradas dos melhores ângulos pra convencer gente-como-a-gente a comparecer e fugir correndo.

E essas são, basicamente, TODAS as nossas opções — porque tem uma hora que a gente tem que parar de divagar sobre o assunto, botar gasolina carésima no carro, e ir à luta. Se tudo der certo, teremos um picadeiro para o nosso circo até o final de semana que vem, ou, pelo menos, um top 3.

Vou mantendo as senhoritas informadas.

No clima mulherzinha em que me encontro, não dava pra sair da Barnes & Noble ileza. Admito, e dói fazer essa confissão, eu comprei isso aqui:

Please, don’t judge me. Eu tinha um gift card que ganhei em um amigo oculto no Natal, e que não tinha usado ainda. Comprei o mais recente volume da Foreign Affairs e um livro sobre Ruanda também — assim, nem tô tentando me explicar demais, né?

Enfim, o livro tem umas dicas muito boas. É claro que a autora dá aquelas dicas caidassas de como encontrar um vestido de marca com descontos de até 85%, como se eu estivesse minimamente preocupada com a etiqueta do maldito vestido. A essa altura do campeonato, o meu designer preferido é qualquer um que não me faça parecer um mamute no casamento.

Er, vou estudar História da América Latina — chega de casamento por hoje.

Pois bem, recebi um email da Royal Oaks Country Inn, a pousada lindíssima do post anterior, dizendo que o orçamento que eles me passaram não se aplica especificamente ao final de semana de Dezembro que nós estamos planejando nos casar.

Na verdade, a taxa para o aluguel seria de US$1500 — mas eles seriam super camaradas, e fariam por só US$1000 — e o preço por pessoa seria, no modelo basicão, US$120. Isso sem contar os 20% de gratuidade, e mais 6% da Maryland sales tax sobre o catering.

Voltamos, portanto, a não ter picadeiro. A boa notícia é que o Atlantic Hotel, desse post aqui, que tinha sumido do mapa, ficou de dar sinal de vida. A nossa vizinha de baixo era garçonete lá, e a melhor amiga dela é a pessoa encarregada de cuidar dos eventos — e estava fora da cidade. A vizinha ligou pra ela, e ela prometeu que ia dar notícias pra gente o mais rápido possível.

Enquanto isso, mandei email pr’uns 15 lugares diferentes hoje. A resposta mais engraçada que eu recebi foi um orçamento de US$12000 que — pasmem! — não incluia nada: nada de tenda, nada de comida, nada de decoração, só o aluguel mesmo.

Jesus, me chicoteia!

Recebemos o nosso primeiro orçamento! A Royal Oaks Country Inn fica em Royal Oaks, MD. A cidade fica há 2h de Rockville, MD, e 1:30h de Salisbury, MD.

O orçamento é o seguinte: US$85 pp (mínimo de 75 convidados) + US$ 750 (aluguel da pousada). O preço inclui:

  • Cerimonialista
  • Locação para a cerimônia
  • Iluminação
  • Pista de dança
  • Mesas
  • Toalhas de mesa
  • Pratos e talheres
  • Cadeiras
  • Transporte de/para o local da recepção durante 4h
  • Premium bar por 5 horas
  • 4 opções de aperitivos (servidos ou buffet)
  • 2 opções de prato principal (servidos ou buffet)
  • Cake cutting (a gente traz o bolo, eles cortam e servem)

Yo no estoy segura de que es lo que busco, mas é bom demais sacar que alguém tá afim de fazer dinheiro. Yay!

Ok, pra tentar convencer a galera de que a minha paleta de cores não é coisa de esquizofrênico, cá estão algumas fotos que me inspiraram.

Todas as fotos tiradas daqui.

Último dia de aula antes da semana de provas finais. Última maldita aula de Matemática da minha vida, eu espero. \o/

Tenho um trabalho para escrever sobre o processo de paz da Costa do Marfim, um sobre música Indiana e Indonésia, e 5 provas finais. Enquanto isso, empacoto tudo para mais uma mudança — a última até o casório, pelos menos.

Daí 2 semanas de férias, e estou de volta em Salisbury para os cursos de verão. Part-time student, part-time wedding planner durante todo o verão. Que beleza!

Em tempo, acabei de receber uma ligação. Acho que os meus pais fodões me mandaram uma care package pra me ajudar a sobreviver as finais. ;)

Oh, e temos um novo blog na área — esse, super mulerzinha. Vai lá ver!

Em tempo, a Bishops’s House Bed & Breakfast não está fazendo casamentos. Olhá só que gracinha que é. Acho que vou chorar.

O circo continua sem picadeiro. O treinador dos leões continua otimista, mas a mulher barbada está a ponto de arrancar todos os pelinhos da barba dela… com pinça!

Vamos ver quem mais dará sinal de vida hoje.

Ok, a noiva aqui ficou tensa com a falta de picadeiro para o circo. Resolvemos, portanto, expandir a nossa busca para outras bandas do Eastern Shore — sorte de vocês, pra mais perto de DC, e mais longe do eixo Salisbury/Ocean City. É a antiga tática de guerrilha. Aqui vão algumas das opções, apesar de a gente ainda não ter tido notícias de algumas delas.

O Tidewater Inn é um hotel histórico da cidade de Easton, MD. Muito antes do noivado, eu e Matt fomos encontrar uns amigos em um Pub de Easton, e passamos pelo hotel. A gente bateu o olho, olhou um pra cara do outro, e comentou que era ali que a gente ia casar. Depois disso, rolou uma gargalhada, e um “Yea, right! Só se eu vender o rim pra pagar!” Entretanto, a nossa tática é entrar em contato com todo e qualquer lugar, porque uma hora a gente vai dar uma sorte e encontrar o cenário ideal. Eles já mandaram um email pra gente, dizendo que estão disponíveis para a nossa data, e disseram também que colocam um pacote informativo no correio amanhã.

Outras duas opções são, em princípio, o Bishop’s House Bed & Breaskfast e a Parsonage Inn. O primeiro fica em Easton, MD, e a segunda, em Saint Michaels, MD. Os dois são umas gracinhas, com aquele ar retrô que a gente tem curtido, e não têm aquela cara de locação-padrão-para-casamentos. Mandei email para os dois, mas ainda não tive notícias. Se não ouvir deles até o final de semana, boto o noivo para fazer ligações. :)

O noivo está, ainda, encarregado de ligar para mais três lugares: um Jóquei Clube em Berlin, MD (que, de acordo com o site, é super barateenho, mas quando a esmola é demais, o santo desconfia!), um restaurante italiano em Easton, MD (daquele tipo que, para ter $$$ pra pagar, só vendendo o rim), e um centro comunitário aqui em Salisbury, MD (que deve ser outro portal para os anos 70, mas guerrilha é guerrilha).

Obviamente, eu vou postando as notícias aqui.

Eu me sinto até culpada, pois estou tentando ser uma noiva super frugal, mas aqui está a paleta de cores que nós temos para o nosso casamento:

Eu ainda não sei muito bem como é que esse lance de ter um esquema de cores vai funcionar, mas acho que deve ser melhor do que ter um carnaval, né? Agora, eu tô n’uma dúvida danada quanto às flores. Branco, ou uma coisa mais divertida? Tipo assim?

O noivo já está avisado: sábado é dia de passear pelas floristas da cidade! Please, help, eu preciso ter uma idéias das flores ATÉ SÁBADO! :P

Estou eu tentando descobrir o que diabos fazer com a maquiagem para o dia do casamento, e me deparei com uma lista das coisinhas básicas que eu preciso providenciar pra não ficar parecendo uma palhaça no grande dia.

Lá vai:

  • Corretivo
  • Base
  • Pó translúcido
  • Highlighter
  • Bronzer
  • Blush
  • Sombra neutra
  • Duo de sombras
  • Rímel à prova d’água
  • Lápis de olho preto
  • Lápis e olho chocolate
  • Batom de longa duração
  • Lápis labial em tom neutro

Tô esquecendo de alguma coisa? Sabe como é, acho melhor começar a ir comprando devagarzinho que é pra não ir à falência!

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