Trecho do email que acabei de mandar para o meu pai, comentado.
Ontem nós fomos ver um salão de festas aqui em Salisbury que, apesar de muito bonito, é totalmente anos 70 e — pasmem!– TODO VERDE. Feio demais, e enooooooooooooooorme, então a gente desanimou com o troço. Hoje fomos a um salão em um country/golf club em Snow Hill, a cidade natal do noivo, mas o lance era minúsculo, horroroso, e iam servir um monte de comida congelada. Ok, nós não queremos pompa e circunstância, mas assim tb não dá!
Amanhã iremos a uma mansão histórica que estará arrumada pr’uma recepção, que é super baratinha, mas os locais parecem pouco animaodos e já avisaram pra gente que a) eles provavelmente não têm espaço suficiente pra fazer a cerimônia lá, então a gente ia ter que pagar pra fazer n’outro canto e b) eles não têm estacionamento, então seriam dezenas de pessoas estacionando na rua. Enfim, de fora o lugar parece uma gracinha, e não custa nada passar por lá já que fica há 5 minutos aqui do apartamento. Domingo vamos a um salão que nem pronto está, e segunda vamos a uns restaurantes em Cambridge.
Pois bem, o salão que vimos ontem era um verde tão verde, cheio de árvore por todos os cantos, uns chandeliers pendurados pelo salão, pista de dança, uma coisa, e era só $700 para alugar, o que incluia poder usar o lobby (com uma cascata lindíssima) pra cerimônia do casamento. Ok, soa uma maravilha, e por um lado é super reconfortante saber que sem-casar-a-gente-não-fica, mas o lugar tá longe de ser o nosso estilo — tá mais pra locação de festa de aposentadoria. A conclusão é que we could make it work, mas ia dar o maior trabalhão e custar uma grana pra tone down aquele paraíso verde, então a gente vai continuar procurando.
Hoje, encontramos um caso clássico de só-coloco-na-internet-uma-foto-do-melhor-ângulo-do-salão. O lugar é realmente lindíssimo, com uma vista maravilhosa, mas o lado positivo termina por aí. Tentaram nos convencer de que caberiam 120 pessoas con-for-ta-vel-mente! no lugar, e me deu vontade de sair correndo louca dizendo que eu sou papai noel. Além disso, era de pobreza e deselegância ímpares: o teto d’aquelas placas de gesso (papelão aqui na terra do tio sam, né?) mal colocadas, uma faixa anos 70 circundando o ambiente, umas cadeiras, mesas e toalhas de mesa que já viram melhores dias (provavelmente nos anos 70 tb!) e uma banqueteira (ui! é assim que chama?) que falou que fazia qualquer-coisa-que-a-gente-quisesse porque era só procurar as receitas na internet e pedir os congelados na distribuidora de comida (aliás, a mesma da comida da faculdade que faz todo mundo passar mal). Tudo por menos de $1000 pra toda a galera. Ok, então. Total estilo festa na laje, bem.
Amanhã, é dia de Poplar Hill Mansion, uma das nossas queridinhas — o que, possivelmente, só vai durar até amanhã, néam, porque essa é a nossa sorte. Conversando com a querida sogra-postiça (como é que se chama a mulher do sogro?), fomos elegantemente desencorajados, porque ela tem muita finesse. O lugar aparentemente, não tem nenhum espaço descente (sp?) para cerimônias, o que pode ser verdade ou uma tentativa de empurrar a gente pra igreja. Além disso, por ser uma mansão histórica e não um salão de festas, as pessoas teriam que ficar todas espalhadas pelos diversos cômodos da casa, o que pode criar um fluxo muito problemático. Além disso, ela du-vi-de-a-dá que caberia todo mundo lá — embora a gente tenha dito que espera uns 75 convidados, e a curadora da mansão tenha dito que cabem até 100. Ah, e finalmente, não tem estacionamento pra todo mundo, e fica meio que no gueeeeeeeto, então sabe como é — malandro vai ter que parar o carro na rua, no gueeeeeeeto de Salisbury.
Domingo é dia de visitar as novíssimas instalações de um dos buffets mais tradicionais da cidade, que, dizem por aí, tá ficando um luxo. Me animo porque parece que é a única das opções estilo salão que não aparenta ter saído de um filme dos anos 70, mas desanimo porque a) ainda está em construção, e como é que eu vou ter certeza que o troço fica pronto a tempo, hein?, b) de fora, parece uma caixa de concreto, suuuuuuuuper sem graça, mas pode ser que mude com o final da construçao e c) pode ser carérrimo, já que é um dos buffets mais tradicionais da cidade. Enfim, guerra é guerra, então iremos lá domingo.
Por fim, se tudo sair como planejado, terminamos essa rodada na segunda-feira. Iremos com certeza ao Bistro Poplar, um restaurante français finíssimo no coração do centro histórico de Cambridge, MD. Eles nos passaram uns preços que fizeram a gente ficar de queixo caído porque como-é-que-um-restaurante-tão-chiquerésimo-pode-ser-assim-tão-materialmente-desapegado-jesus? e quando a esmola é demais, heleninha desconfia. Tô achando que o preço que “with a buy out we include the food/beverage/room fees all together” tá mais pra só aluguel do espaço, e tô me descabelando aqui pra ver se o lance é sério meeeeeeeesmo.
Além disso, estamos tentando agendar um encontro com a moça do Clearview at Horn’s Point, auto-intitulado um restaurante moderneenho, parece ser um dos melhores custo-benefício. Pelas fotos, parece ser bem nosso estilo, assim como o anterior, mas, desde a experiência traumática de hoje, decidi que não confio mais em foto de website porque elas são tiradas dos melhores ângulos pra convencer gente-como-a-gente a comparecer e fugir correndo.
E essas são, basicamente, TODAS as nossas opções — porque tem uma hora que a gente tem que parar de divagar sobre o assunto, botar gasolina carésima no carro, e ir à luta. Se tudo der certo, teremos um picadeiro para o nosso circo até o final de semana que vem, ou, pelo menos, um top 3.
Vou mantendo as senhoritas informadas.
