June 2009


Pois bem, saí do trabalho e me encaminhei pro metrô como sempre. Momentos antes de entrar na estação, terminei uma conversa no telefone com a minha irmã dizendo que a encontrava em uns 40 minutos na estação perto de casa pra irmos comprar uns lances.

Assim que cheguei na plataforma, a administração avisava no sistema de som que a linha vermelha do metrô estava enfrentando atrasos por conta de um problema mecânico em um trem perto de uma outra estação. Ok, só tem um jeito de voltar pra casa, então o negócio é esperar.

O tal do metrô só chegou 40 minutos depois. Metro Station é uma das estações mais movimentadas do sistema, e ainda se tratava do horário do rush numa segunda-feira. Com o fluxo de commuters e a falta de transporte, a estação estava insuportável.

Dei sorte de conseguir entrar no primeiro trem que apareceu, e ainda consegui sentar uns 5 minutos depois. Como estávamos na parte subterrânea do sistema, estávamos ilhados. Eu não tinha como avisar pra minha irmã que ia chegar MUITO atrasada, e todo mundo parecia frustrado com o atraso e a falta de serviço no celular.

Enfim, um rapaz consegue serviço no blackberry dele e descobre que não era bem um problema mecânico que causou toda a comoção, mas um acidente. E um dos brabos.

Dois metrôs colidiram. Um deles foi parar em cima do outro. Então, 2 pessoas tinham morrido. Já são seis.

Assim que chegamos à superfície, vi que tinha uma mensagem de voz no celular. Minha irmã, que já tinha ouvido a notícia do acidente na nossa linha, queria saber se eu estava bem.

Andar de metrô é uma atividade de alto risco. Quando não é suspeita de bomba, é acidente. Saravá.

Hoje é Dia dos Pais no país de cá. Papai ganhou um avental de “King of the Grill” pra usar quando estiver churrascando na casa nova, e um quadro “Cold Beer on Tap” pra decorar a super área da churrasqueira.

Vi umas fotos da casa nova, e é uma gracinha!

A má notícia é que não vou mais ter casa de papai e mamãe pra ficar em Niterói. A boa notícia é que vai rolar de ir conhecer Bonito quando a gente for pro Brasil.

Bem, vou lá ver o jogo do Brasil com narração em inglês.

O lado bom de fazer entrevista de emprego em uma fábrica de chocolate é ganhar chocolate gourmet de graça.

Eu gostei não só da empresa, que é fair trade certified, mas da vizinhança. Adorei Eastern Market!

Vai pra lista.

Ando planejando umas férias hipotéticas.

Primeiro, embarcamos para o Rio de Janeiro. Passamos uns 5 dias no Rio: (eu) matando as saudades de uns, e (ele) conhecendo outros.

Depois, vamos para Búzios ou Paraty. (Pensei em subir a serra, mas acho que quem mora aqui nos Estados Unidos tem oportunidade suficiente pra ver montanha e passar frio, né. ) Passamos un 2 ou 3 dias na praia, fazendo uns passeios históricos, e tudo mais.

Finalmente, vamos para o novo lar da família Alves. Poisé, um não sei quão longe a recente notícia já chegou, mas adianto que vai rolar mais uma temporada longe do Rio.

Enfim, já fiquei sabendo que esse ano não deve rolar. Então o projeto agora é ir pra terrinha no verão (inverno no hemisfério sul) de 2010.

Enquanto isso, eu vou planejando as minhas férias hipotéticas daqui…

Pois bem, apos resolver umas questoes tecnico-burocraticas, meu marido esta de volta ao Orkut. La foi ele comecar a adicionar os conhecidos — a esposa, a cunhada, a madrinha… e o Orkut resolve dar umas sugestoes de amigos para o novo membro do network social.

O Orkut, obviamente, sugeriu dois dos meus ex-namorados como os primeiros que o Matt deveria adicionar ao profile dele.

“Olha, seu Orkut, ne por nada nao… mas acho que esse pessoal nao vai virar amigo nao.”

Fim.

***

Dei uma sumida porque o Matt — que deveria ter chegado ontem aqui na casa dos meus pais para uma visita — resolveu me fazer uma surpresa e chegar um dia antes. 

Andrea consegui manter o segredo. Palmas pra ela.

(Teclado sem acento, obviamente.)

Dá licença.

Acabei de ver um vídeo que o maridão fez. Poisé, agora eu tenho uma música. Com letra e tudo! E a Nina tá de figurante no videoclipe.

Linda, linda, linda. Lindo!

Eu sou muito bem casada, mané.

Yep. I’m bragging. Love you, babe.

Eu peguei uns genes muito bons do meu pai, inclusive o dom natural para posicionamento. Sou boa pra ler mapa, navegar pela cidade, até bater em piñata.

Washington, DC, no entanto, tem o dom SOBRENATURAL de me fazer me perder toda vez que vou pr’um lugar novo na cidade.

Hoje eu fui a um evento sobre violência sexual durante conflitos lá no United States Institute of Peace. Vi como chegar lá de metrô e fui-me. Chegando na estação, como de costume, olhei pr’um lado e pro outro pra ver pra que lado ficava a tal da rua — no caso, a 17. “Direita,” pensei. “O leste só pode ser na direita.”

Obviamente, mais uma vez caminhei na direção errada. Fui parar na 18. Ok, só andar 2 blocos de volta.

Fico feliz em reportar que cheguei sã e salva, como sempre, e que o evento foi interessantíssimo. Amanhã vou a outro lá mesmo, desta vez sobre a Somália.

***

Mais tarde eu volto para reportar sobre a violência sexual durante conflitos violentos porque o café tá esfriando.

Poisé, lá fui eu sozinha representar a empresa em um painel com uns políticos badalados. “Previsível,” diria eu mais tarde para o meu chefe. Não importa, deu pra sentir o gostinho que a minha carreira na capital-das-coisas-que-acontecem vai ser, pé de pato, mangalô, três vezez.

Na ida, atrasada, peguei o metrô pra saltar na próxima estação. Na volta, resolvi ir a pé pro escritório. Eram só uns 15, 20 minutos, afinal, e hoje fez um dia lindo de verão.

POR QUÊ, DIABOS?

Primeiro, olha a minha cara de quem sabe navegar por DC, né. Em teoria, esse lance de ruas numeradas, em ordem alfabética, e a divisão nordeste/sudeste/noroeste/sudoeste é uma maravilha. Na prática, eu acabei fazendo o caminho mais longo de volta do think tank baladado pro trabalho.

Lá pelo meio do caminho, reparei que não ia escapar das bolhas. Mas vou fazer o quê? Sair no centro da cidade com o sapato na mão, além de um nojo, ia me fazer parecer uma mendiga.

Além de ter ficado até tarde no escritório, ter passado a maior parte do caminho no metrô em pé, ainda perdi o shuttle de volta pro condomínio… Sem chance de caminhar até aqui. Sorte que eu andei dando umas caronas pro metrô pra minha irmã e, sabe como é, uma mão lava a outra.

Minha irmã é uma santa.

Enfim, cheguei em casa. Sã e salva. Da próxima vez, pego o metrô até pra ir à esquina.

Poisé.

Estágio aqui é diferente do Brasil: dura só uns meses, é comum entre recém-formados, e é quase sempre não-remunerado. Enfim, como estou no processo de me mudar definitivamente para outra cidade — talvez a mais competitiva na minha área –. o jeito foi arrumar um estágio pra fazer um networking e conseguir mais experiência especificamente no meu campo.

Portanto, estou estagiando em uma organização durante o verão, fazendo pesquisa em genocídio. O lance é prevenir e parar os genocídios por meio da educação. Pessoas bem-informadas pressionam os seus representantes a adotarem medidas para prevenir e acabar com genocídios em outras partes do mundo.

Enfim, após quase 5 anos de bacharelado, estou trabalhando exatamente na minha área. And it feels great.