Quem me conhece sabe o problemão que eu sou atrás do volante.

Não, eu nunca me envolvi em acidente nenhum. Aliás, muito pelo contrário.

Aos 18 anos, assim como a maioria da classe média niteroiense, eu fiz o teste de direção e passei de primeira. No entanto, eu não tinha carro pra dirigir. Eu não ganhei um carro de papai e mamãe, e os dois tinham um ciúme só dos respectivos carros.

A direção caiu no ostracismo. Acostumei-me com os ônibus municipais e inter-municipais, com as vans, com o metrô, com a carona dos amigos, com o namorado-motorista. Não demorou pr’eu desistir de dirigir, e me convencer que o mundo era um lugar mais seguro assim.

Como minha mãe disse, eu não suporto a idéia de não fazer algo bem.

And then Matt came along.

Após quase 2 anos de muita insistência, veio o ultimato. “Você vai perder a oportunidade de ganhar um carro porque cismou que não leva jeito pra coisa.”

Enfrente seus demônios.

Hoje, venho aqui dizer que sou dona de um 200 Saturn SL verde, lindinho, limpinho. E perdi o medo de dirigir.

Maridão, pai e mãe: obrigado pela insistência, viu?