Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

_____

Above all, I’ll be attentive to my love
And with such ardor, and always, and so much
That even faced with great enchantment
My thoughts be more enchanted by it.

I want to live it in each vain moment
And in its honor I shall spread my song
And laugh my laughter and shed my tears
In its sorrow or joy.

And thus, when later I am sought
Perhaps by death, anguish for those who live
Perhaps by solitude, end for those who love

I could tell myself of the love (I had):
Let it not be immortal, since it is flame
But let it be eternal while it lasts.

***

Yes, I do apologize for the unworthy translation. The things one will do for love.

(Macaquinho, here’s a short and sweet Portuguese lesson for you.)

Opa, virei residente permanente desse belo estado da Marilândia há 1 mês e já fui pré-selecionada pra servir em um júri em 2010. Excelente!

Pânico.

Veja bem, olha que atraso de vida ter que faltar o trabalho pra ter que ir servir no júri e ganhar 10 dólares.

Tive que responder um questionário básico. Saquei que me livrei de ser chamada já na primeira pergunta.

Não, eu não sou cidadã americana.

Vou lá colocar o meu questionário no correio sem medo porque, mesmo que eu seja sorteada, eu não faço o requisito. \o/

O Sammy, coitado, bateu as botas. Nunca tinha visto um peixe Beta durar 1 ano e meio. Infelizmente, o Samuel andou mais pra lá do que pra cá nos últimos meses. Ele não sobreviveu à mudança — morreu no dia D.

Hoje, Matteo resolveu me levar pra ir “resgatar” outro Beta do walmart. Quem já viu as condições dos peixes do walmart entende que se trata de um resgate mesmo, e foi assim que o Samuel foi parar no meu dormitório.

Enfim, Leslie é o mais novo membro da família. Matt é contra o nome Leslie porque é nome de menina, então pode ser que o peixe seja batizado de outra coisa no futuro.

Espero que ele sobreviva aos primeiros dias. Se for como o finado Samuel, vai ficar com a gente por um bom tempo!

<cheesy>

Feliz aniversário, macaquinho!

I’m sorry that this year’s b-day is gonna be kinda crappy. You know, with the whole sister-in-law-leaving-the-country thing going on today. So I thought I’d make it somewhat better by leaving you a few surprises to find.

This should be #1 if all goes according to plan. Or #2 if you happen to find your card first.

(Not that there’s an actual plan.)

Anyway, I’m not going to say that I hope you have a lot of fun on your birthday because, well, you’re not. Most likely, we’ll be crying our eyeballs out. But that’s not the point.

The point is that you’re gonna be there for me, as you always have. And you couldn’t be there for me if a little red-haired, mischievious devil hadn’t been born 26 years ago today.

So, yes, there’s still reason to celebrate on this day also filled with blues. I’m celebrating the simple fact that you’re here, that you’ve been here for the past year, and that you’ll be here for another one.

I love you.

</cheesy>

No homo.

Love,

The Mrs.

A varanda do apê novo é menor que a antiga, mas a paisagem compensa: rio, gansos, peixinhos, tartarugas, árvores. Bem melhor que a antiga vista do estacionamento. Aliás, melhor ainda que a vista de estádio de futebol.

Estaria a vida entrando nos eixos?

Já estamos instalados na casinha nova.  Faltam umas últimas caixas, fazer uma faxina básica no antigo apartamento, e só.

Assim que a minha câmera renascer das cinzas eu posto uma foto da linda vista para o lago da minha varandinha. E outra da minha super escrivaninha vintage com a minha máquina de escrever. E outra do nosso quartos em tons de azul/marrom.

Mencionei que agora rola laundry room dentro do apê? E que eu tenho 2 banheiros e um lavabo? E uma cozinha americana cheeeeia de espaço pra guardar todas as nossas coisinhas?

Lar, doce lar.

Breve historia para contar. Ja esta um tanto ultrapassada porque so agora tive tempo pra vir aqui, mas vou contar assim mesmo.

***

Sabado, Matteo e eu resolvemos levar a minha little sister pra dancar com a gente em Ocean City com uns amigos nossos que ela adora. Verao, entao o lugar estava insuportavelmente lotado e quente.

As 2:30 da manha, enquanto eu dirijo de volta para Salisbury, minha irma recebe uma ligacao.

You’re broken down? Where? Six miles from Salisbury? We’re coming to get you!

Pensei que fosse o casal de amigos nossos que tivessem quebrado na estrada e, sabendo que eu estava dirigindo, tivessem ligado pro celular da minha irma.

Ledo engano!

O namorado da cacula saiu do trabalho meia-noite e resolveu fazer uma surpresa para comemorar os 9 meses de namoro. Estava dirigindo em direcao a Salisbury, mas o carro quebrou. Ainda faltavam 60 milhas (uns 100km) para a minha casa.

Eu, que tinha me v0luntariado como motorista da  noite, tive que dirigir mais umas 150 milhas aquela noite.

Muito nevoeiro, muito state trooper, muitos medinho de veado na pista depois, chegamos no posto de gasolina onde el namoradon nos aguardava.

Com rosas na mao.

***

No caminho ate Easton, eu e minha irma notamos que tava rolando um circo na pista em direcao a Salisbury. Eu nunca tinha visto tanto carro de policia, state police, ambulancia, etc. ao mesmo tempo.

***

A volta teria sido tranquila, nao fosse o fato de que a estrada estava completamente fechada.

O circo que vimos na pista em direcao ao leste as 3h da manha era um acidente. Um motorista “atropelou” uma mulher que estava deitada na pista.

Dizem tambem que um motorista bebado atropelou um policial que direcionava o transito.

***

Enfim, chegamos em casa as 6h da manha.

Nina ta aqui reclamando porque tia Andrea ta indo embora hoje. :(

Eu tambem.

Quem me conhece sabe o problemão que eu sou atrás do volante.

Não, eu nunca me envolvi em acidente nenhum. Aliás, muito pelo contrário.

Aos 18 anos, assim como a maioria da classe média niteroiense, eu fiz o teste de direção e passei de primeira. No entanto, eu não tinha carro pra dirigir. Eu não ganhei um carro de papai e mamãe, e os dois tinham um ciúme só dos respectivos carros.

A direção caiu no ostracismo. Acostumei-me com os ônibus municipais e inter-municipais, com as vans, com o metrô, com a carona dos amigos, com o namorado-motorista. Não demorou pr’eu desistir de dirigir, e me convencer que o mundo era um lugar mais seguro assim.

Como minha mãe disse, eu não suporto a idéia de não fazer algo bem.

And then Matt came along.

Após quase 2 anos de muita insistência, veio o ultimato. “Você vai perder a oportunidade de ganhar um carro porque cismou que não leva jeito pra coisa.”

Enfrente seus demônios.

Hoje, venho aqui dizer que sou dona de um 200 Saturn SL verde, lindinho, limpinho. E perdi o medo de dirigir.

Maridão, pai e mãe: obrigado pela insistência, viu?

Segunda-feira.

Amanhã, eu e a caçula temos a missão de levar el papá y el gato para o aeroporto. Vamos ficar oficialmente órfãs de pai e mãe aqui nos Estados Unidos.

Daí é um pulo pra favorita ter o mesmo destino.

Quero não.

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